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Morreu hoje (23/out/2014) o grande artista René Burri, um fotógrafo inesquecível.

segunda-feira, 28 de abril de 2008


ZH não vai cobrir as gauchadas em Roraima?

Tarda a cobertura de Zero Hora sobre os sul-rio-grandenses que colonizam o norte de Roraima, plantando arroz em território indígena e cometendo barbarismos de toda a ordem e tamanho.

Eu cobro a matéria da RBS porque esta se notabiliza no esforço chauvinista de dar destaque a tudo que diga respeito a “gaúchos e gauchadas”, seja o que fôr, as maiores idiotices cometidas por alguém nascido no Rio Grande, tem destaque garantido nos seus veículos, tudo de forma absolutamente acriteriosa e patrioteira.

É hora, pois, de ZH mandar aqueles seus repórteres investigativos de hotel averiguar o que passa com os seis guascas que estão brutalizando o extremo Norte do Brasil.

Segundo denunciou o reconhecido antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, ainda no domingo (20/4) ao jornal Estadão, “as notícias que temos são as de que, desde a homologação [das terras indígenas], produtores rurais que estão fora da lei já atacaram quatro comunidades indígenas, incendiaram 34 casas, arrebentaram postos de saúde, espancaram e balearam índios.”

O antropólogo completa a denúncia nominando um “gaúcho” como um dos responsáveis pelas brutalidades: “Paulo César Quartiero, o arrozeiro-mor, foi preso na semana passada por desacato à autoridade. Já está solto, mas, enfim, esse é o clima de hostilidade que reina por lá.”

Outras notícias informam que a “gauchada” se salienta por inúmeras especialidades, além de plantar arroz em áreas duplamente ilegais (por serem indígenas e por praticarem o desmatamento irregular), como o de trabalharem com madeira ilegal, comércio clandestino de armas e munições, plantio de soja em áreas irregulares, e o famigerado “modo de produção gaúcho”, como já é denominado por lá o plantio extensivo de monoculturas de grãos, aplicação maciça e indiscriminada de defensivos químicos, desrespeito às matas ciliares e fontes de aguadas, uso de trabalhador análogo à escravidão, derrubada ilegal da mata para implantação de pecuária extensiva, grilagem de áreas devolutas, falsificação de documentos, manutenção de milícias armadas, etc.

Como se pode notar, é uma pauta e tanto!

10 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Uma pauta e tanto seria investigar as atuações das nebulosas ONGS que atuam no setor indígena e que recebem dinheiro público.... No Brasil tem pouco índio e muiiiitas ONGs. Outra pauta interessante é investigar por que o glorioso exército nacional tem que pedir autorização para entrar em certas reservas indígenas.

Anônimo disse...

Maia, isso não existe. O Exercito não precisa de autorização nenhuma, já que as terras são da União em usufruto dos indígenas. Essa conversa de que o Exército não pode entrar lá é lama da VEJA e do PIG, para intrigar a milicada contra os índios.
Uma pessoa inteligente como vc não pode resvalar em casca de banana.
Se liga!

joca

Anônimo disse...

o Maia inteligente, hahahahahahah, é a piada do dia.

Maria Eduarda

Anônimo disse...

Ele até acredita no papai noel e na yeda aracruzes, isso que é inteligência......

Marilena

Carlos Eduardo da Maia disse...

E tem gente que vota no Olívio e se considera inteligente.

Anônimo disse...

E tem gente que vota na YEDA e na roubalheira do Detran. E a casa da Tia como fica?

Anônimo disse...

a tia comprou uma casa, mas pouco fica dentro dela.

a tia está sempre fora da casinha.

malacara

Anônimo disse...

Inteligente que vota na Chopeira da Yeda.

Como dizia a portuguesa: não me venha de burzeguim ao leito!

Claudio Dode

Anônimo disse...

As terras indígenas são administradas pelo Ministério da Justiça, que indica um oficial da FUNAI para ser Chefe do Posto Indígena correspondente à reserva. Os indígenas brasileiros, embora possuam o direito ao usufruto da terra, como qualquer outro brasileiro, não possuem a propriedade sobre a terra, nas reservas. Por isso mesmo não existe o risco de as terras serem alienadas a estrangeiros (nem mesmo a brasileiros). A terra é da União, administrada pela União, que dirige, através do Ministério da Defesa as Forças Armadas. Nenhum índio no Brasil tem um palmo de terra nas reservas, portanto não poderiam, mesmo se quisessem,vender as terras. Ele pode, no entanto, construir uma casa no interior da reserva, plantar uma roça e alimentar sua família, sujeitos como qualquer outro a controles dos órgãos federais, como IBAMA. Direitos coletivos de indígenas, além da demarcação de terras, pertencentes à União, não existem no Brasil. O resto é ignorância ou, mais frequentemente, má-fé

Milton Ribeiro disse...

Em nome de nosso estado e da verdade, faço uma pungente defesa de nossa governadora em meu post de hoje. Ah, e cito este blog...

:¬))

Abraços.

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